“Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado”. (Sl 50,7)

Nossa natureza humana nos imprime, desde a concepção, a nossa fragilidade. Precisamos do auxílio da mãe primeiramente. E em consórcio de tantos outros, que nos auxiliam, educam e nos ajudam na formação de nosso caráter. Então, dependemos, sempre, uns dos outros. Em família, em grupo, em comunidade é que nos tornamos pessoas seguras, confiantes, maduras…

Então por que nos tornamos tão suscetíveis ao pecado?

Por que nos debelamos, nos reprimimos para viver à margem?

A Liturgia das Horas nos apresenta, sempre às sextas-feiras, o Salmo 50 que tem me ajudado, me convidado a refletir continuamente sobre a minha condição humana, minha condição de pecador. O Salmista ao reconhecer e expor sua natureza anseia, busca a piedade de Deus.

A paixão é própria do homem. É um sentimento pertubador, exagerado, impulsivo, insano até. Também lembra-nos afetos violentos, desregrados. Pode representar mágoas… Paixão é sofrimento…

A Paixão de Jesus Cristo faz sucumbir a natureza humana, e nos eleva à natureza divina. Nos transforma em filhos de Deus.

É na liberdade que optamos por continuar com a natureza humana (pecadora) ou desejarmos ardentemente voltar ao Pai, que nos ama tanto que enviou seu próprio Filho para nos restabelecer a natureza divina.

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