Como ovelhas sem pastor

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“Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para sua messe”. (Mt 9,38)

Não é difícil encontrarmos pessoas piedosas, honstas, trabalhadoras que buscam incessantemente fazer o bem, ajudando e se preocupando com o próximo, se encontrarem abatidas e cansadas. Não pela labuta, mas existencialmente abatidas e cansadas, pois mesmo diante de tantos esforços não compreendem onde encontrar a felicidade anunciada por Jesus Cristo. Pessoas que não conseguem caminhar na liberdade do Amor de Deus…

Estamos como ovelhas sem pastor.

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O que podemos aprender com o chefe hoje?

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“Falava ele ainda, quando se apresentou um chefe da sinagoga. Prostrou-se diante dele e lhe disse: Senhor, minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe-lhe as mãos e ela viverá”. (Mt 9,18)

Chefe é o dirigente, um comandante. Sua função é liderar, decidir. É um conhecedor e zelador da Lei. É pessoa convicta de seus objetivos e sabe o que quer e como realizar seus projetos. No entanto, suas ações se resumem em coisas práticas, que podem ser mudadas e arbitradas pela vontade de homens.

No evangelho de hoje o chefe da sinagoga se aproxima de Jesus Cristo, reconhecendo seus limites diante dos fatos sobre os quais não detem poder. Reconhendo a autoridade e divindade de Jesus Cristo, decide destemidamente buscar auxílio.

Conosco, muitas vezes, acontece o contrário. Ficamos cegos diante de nossos “poderes” que não admitimos a ajuda de ninguém. Ficamos tão impressionados com nossa razão que tudo que foge de nosso domínio, de nosso controle não merece nossa atenção. Aí, facilmente, nos retraímos e negamos a nossa fé, negamos o auxílio de Jesus Cristo. Que não invade nossa liberdade, e assim não pode nos conceder a cura.

O que podemos aprender com o chefe hoje?

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“Assim foi do teu agrado”.

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“Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado”. (Mt 11,26)

A oração de Jesus Cristo proclamada no evangelho hoje é estupenda. A boa-nova é anunciada aos pequeninos. A sabedoria do mundo nos faz soberbos, arrogantes. O muito conhecimento faz nossa razão soberana sobre nossa sensibilidade, sobre o desejo mais íntimo de nossa’lma que é voltar-mos aos braços do Pai.

Pequeninos somos quando reconhecemos que a sabedoria que vem de Deus é saber ouvir e obedecer os preceitos que nos conduz ao Pai.

Pequeninos somos quando reconhecemos que o conhecimento que vem de Deus é saber amar e servir ao próximo, vendo neste a face do próprio Jesus Cristo.

Senhor, ajuda-nos a colocar em tuas mãos nossos cansaços, nossos jugos. Ajuda-nos a sermos pequeninos, a buscar somente a Ti, Senhor!

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Vinho novo, odres novos.

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“Ninguém põe um remendo de pano novo numa veste velha, porque arrancaria uma parte da veste e o rasgão ficaria pior”. (Mt 9,16)

Estamos tão arraigados em nossos conceitos, em nossa moral, nas verdades que nos orientam que não compreendemos o quão grande é o universo. Jesus Cristo nos quer de cabeça erguida. Dispostos a alçar vôos mais altos. Ele abre-nos imensas oportunidades para vivermos o Amor de Deus; roupa nova, vinho novo. E nós insistimos e queremos remendar nossos trapos. Buscamos o amor que mais refletem nosso egoísmo, nossos interesses mesquinhos…

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Somos livres em relação a condição humana?

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“Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado”. (Sl 50,7)

Nossa natureza humana nos imprime, desde a concepção, a nossa fragilidade. Precisamos do auxílio da mãe primeiramente. E em consórcio de tantos outros, que nos auxiliam, educam e nos ajudam na formação de nosso caráter. Então, dependemos, sempre, uns dos outros. Em família, em grupo, em comunidade é que nos tornamos pessoas seguras, confiantes, maduras…

Então por que nos tornamos tão suscetíveis ao pecado?

Por que nos debelamos, nos reprimimos para viver à margem?

A Liturgia das Horas nos apresenta, sempre às sextas-feiras, o Salmo 50 que tem me ajudado, me convidado a refletir continuamente sobre a minha condição humana, minha condição de pecador. O Salmista ao reconhecer e expor sua natureza anseia, busca a piedade de Deus.

A paixão é própria do homem. É um sentimento pertubador, exagerado, impulsivo, insano até. Também lembra-nos afetos violentos, desregrados. Pode representar mágoas… Paixão é sofrimento…

A Paixão de Jesus Cristo faz sucumbir a natureza humana, e nos eleva à natureza divina. Nos transforma em filhos de Deus.

É na liberdade que optamos por continuar com a natureza humana (pecadora) ou desejarmos ardentemente voltar ao Pai, que nos ama tanto que enviou seu próprio Filho para nos restabelecer a natureza divina.

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